segunda-feira, 28 de outubro de 2013

AULA 03 - DIA: 25/10/2013

SAPATO VELHO - ROUPA NOVA


Iniciamos a dinâmica da sala de aula nos envolvendo na brincadeira do sapato, onde criamos um círculo em que cada um tiraria seu sapato e ao som da música "Sapato Velho" de Roupa Nova, iríamos trocando o sapato com o colega e ao colocarmos o sapato do outro perceberíamos como o nosso colega anda, vive; se confortável ou não.

Ao  fim da dinâmica do sapato, criamos um momento afetivo, onde nos abraçamos, desejando BOM DIA ao colega. Em seguida, tecemos comentários sobre a dinâmica realizada.

O  objetivo dessa dinâmica é fazer com que paremos para pensar em como muitas vezes julgamos o outro, sem saber o que se passa por trás de cada detalhe. Então, foi calçando o sapato do outro que podemos perceber como o colega anda, refletindo sobre o seu modo de vida e aprendendo a respeitar o próximo. Respeitar seus atos, suas palavras, gestos, entre outros, pois como o ditado popular mesmo diz: "Só sabe onde o sapato aperta, quem calça".

Associando a dinâmica do sapato à disciplina EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE, entende-se que devemos ter cuidado em julgar alguém, seja por questão de orientação sexual ou por qualquer outro motivo, pois como podemos perceber através da dinâmica, que é só vivenciando o que o outro vive para poder sentir na pele o que se passa.

Retornando a aula passada, refletimos sobre a definição de SEXO e SEXUALIDADE, através da apresentação do slide.



AULA 02 - DIA: 18/10/2013

Já sei namorar - Tribalistas


A dinâmica da sala de aula hoje iniciou através de uma descontraída brincadeira. Através da dinâmica da bexiga, onde primeiramente a educadora (Ana Raquel) dividiu a sala em dois grandes grupos, para que cada grupo, do seu jeito, do seu entendimento, escreveriam em um papel, individualmente, a definição de SEXO e SEXUALIDADE, para em seguida colocar esse papel dentro da bexiga. Então, foi ao som da música "Já sei namorar" de Tribalistas que todos jogavam as bexigas para o alto, com o objetivo de não deixá-las cair e ao final da música cada um pegaria uma bexiga e iria expor para a turma as definições encontradas.
O que é SEXO e SEXUALIDADE para a turma de Pedagogia 2010.1?
SEXO: 
  • Definição / Gênero;
  • Ato sexual;
  • Fantasia / Escolha;
  • Saúde / Bem estar.
SEXUALIDADE:
  • Diversas formas de obter prazer;
  • Comportamento sexuais;
  • Forma de viver e encarar o sexo;
  • Expressar o prazer sexual;
  • Descobrir sexualidade;
  • Interesses;
  • Personalidade.
Em seguida, desenvolvemos uma roda de diálogo acerca da temática trabalhada. É importante salientar que apesar de vivermos em um país moderno, ainda se percebe um certo receio em falarmos de tal tema.
Fizemos uma leitura compartilhada do texto postado acima, o qual tenta nos explicar a real definição do que venha a ser SEXUALIDADE!

Papel - Definição - Sexualidade: é a forma de expressão quanto ao prazer sexual. 






sexta-feira, 25 de outubro de 2013

AULA 01 - DIA: 04/10/2013



EDUCAÇÃO E SEXUALIDADE EM FOCO

"VIVER E NÃO TER VERGONHA DE SER FELIZ"



E A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do tempo. Os comportamentos, os desejos, as idéias são tanto individuais quanto sociais.
Como as pessoas e as sociedades mudam, a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam transar quando quisessem , com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!
Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?
E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa, que dá alegria e prazer.
Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir que é bem diferente, não é?
Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência.
O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro, uma música e tantas outras coisas...
Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal.
Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade.
Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.
Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.
Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas, jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.
 Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à idéia de que transar tem a ver só com reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.
Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é verdade?
É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.
Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. 
Infelizmente ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando “uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, paixão, carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento e muito menos um ato de violência.