quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AULA 11 - DIA: 14/02/2014

RESUMO I: Orientação sexual nos parâmetros curriculares nacionais
(HELENA ALTMANN)


Diante da leitura realizada acerca do texto intitulado acima, podemos perceber que o mesmo aborda que o tema sexualidade deveria ser trabalhado no dia a dia da escola, nas salas de aula, nas dinâmicas escolares, pois recentemente, a sexualidade é vista como um tema transversal, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais.
Em contrapartida, observamos que na prática isto está distante da nossa realidade. Temos observado vestígios de sexualidade corriqueiramente no ambiente escolar, porém, ainda estamos num patamar de instrução educacional muito baixo, o qual não aceita a ideia de trabalharmos temas como este em sala de aula.
Muitas vezes a escola se opõe a falar sobre a temática, ou quando fala, a vê como um tabu. Entretanto, é a partir daí que observamos algumas contradições entre a teoria e a prática de acordo com o que mostra os Parâmetros Curriculares Nacionais.
A escola é vista hoje como uma ponte entre os educandos e o tema transversal Orientação Sexual, uma vez que cabe a escola, não somente aos pais, o dever de desenvolver ações que favoreçam uma reflexão educativa quanto a temática de sexualidade, sejam elas: doenças sexualmente transmissíveis, sexo, método anticoncepcionais, gravidez precoce, entre outros.
É importante ressaltar a necessidade de incluirmos na instituição de ensino o tema transversal Sexualidade, porém, cabe a cada sujeito da escola pensar: como, de que forma podemos questionar esse tema? Muitos são os leques que podem ser abordados em ocasiões diversas, lembrando que assuntos deste porte são fundamentais na construção da identidade de cada educando, não esquecendo da forma como essa temática pode ser abordada, ou seja, através da participação dos alunos, da família e da comunidade. É preciso selar de vez essa ponte entre a escola e a família e incentivar as famílias a perderem o receio e trabalhar essa questão em casa.
O texto dos PCNs aborda que a disciplina propícia para estimular a sexualidade é a Educação Física, porém, não concordo totalmente. Uma vez que se faz necessário a inserção da temática em todas as disciplinas, pois independentemente da Educação Física trabalhar com o movimento do corpo, todas as outras disciplinas trabalham com a mente, e ela, é fator fundamental em qualquer atitude e ação que um ser humano pode tomar hoje em dia.
E por falar nos dias de hoje, me reporto a compartilhar um caso que aconteceu na escola a qual eu leciono. Os livros didáticos foram mudados, são novas coleções riquissímas que pelo que pouco pude perceber, a maior parte dos temas são transversais, o que estimula a atenção dos alunos, pelo fato da maioria dos temas transversais não serem assim tão debatidos em sala de aula. Entretanto, me deparei com uma educadora antiga na instituição a reclamar dos assuntos, ou seja, dos temas transversais que constituem o livro didático.
Pude perceber que sua inquietação quanto ao livro didático é resultado de uma mente fechada a coisas novas, afrodisíacas. Portanto, se o próprio educador questiona o olhar do novo autor das obras, imagina como estão a cabeçinha dessas crianças ao perceberem que da instituição nada irão tirar.
E agora, cadê a lei que criou os PCNs o qual menciona precisar do debate transversal em sala de aula?
E deste modo ficamos nós, presos de preconceitos e leigos por falta de informação.
Abram os olhos. Pensem num futuro melhor. Trabalhe. Ame, cuide, Viva!

Nenhum comentário:

Postar um comentário