Silvia Regina VIODRES INQUE
Marilena RISTUM
O referido artigo que teceremos um resumo reflexivo, aborda a violência sexual entre crianças e adolescentes, tanto no ambiente familiar, quanto no escolar.
Diante da leitura realizada, foi possível perceber que o maior caso de violência com crianças e adolescentes acontecem frequentemente em casa, a partir dos seus familiares. Este fato impulsiona os familiares a silenciar, causando desconforto, e limitando a pessoa abusada a uma vida social.
De acordo com o texto estudado, os casos de violência sexual são os delitos menos denunciados na sociedade brasileira. Simplesmente pelo fato da sociedade ainda enxergar a sexualidade como um tabu. Geralmente sentem vergonha, culpa e o temor de tornar explícito ao público é o que a impede de fazer uma denúncia.
As vezes a gente no ambiente escolar percebe alguns alunos(as) retraídas, estressadas e ficamos a nos perguntar: O que está acontecendo com essa criança? com esse(a) adolescente?
Na realidade, na maioria das vezes essa criança/adolescente deve está passando por algum problema emocional. Pode ser até mesmo uma vítima de abuso sexual. Crianças que sofrem violência sexual, seja por parentes ou até mesmo por pessoas mais próximas, tendem a se comportar de maneira diferente, muitas vezes agressiva. O que implica como um grande problema afetando o processo de ensino e aprendizagem.
É preciso entender que a escola tem um papel fundamental no tocante a casos de violência sexual, uma vez que a maioria dos casos de violência sexual são advindos do meio familiar, a escola deve tomar uma posição. Pois como temos visto alguns exemplos de violência na família, a medida que as vítimas tentam conversar com a mãe, pai, ou até qualquer parente próximo, muitos não acreditam, fazendo com que a vítima sinta-se sozinha. É aí que a escola entra. A escola deve estabelecer seu papel de colaboradora, abandonando a postura opressiva e assumindo seu papel de companheira.
Entende-se que não é fácil para uma vítima de violência sexual tornar isso público, mas silenciar diante de tal situação é repugnante e inaceitável.
A sexualidade ainda é hoje um tema que causa bastante tabu, gerando medo e desconforto em abordá-los em sala de aula, no entanto, já não dá mais para fechar os olhos diante de coisas que estão cada vez mais expostas no nosso dia a dia, precisamos, como atuantes na docência tecer reflexões acerca do tema SEXUALIDADE e abordar nossas reflexões juntamente com o tema em sala de aula. Os alunos precisam de nossas informações, eles carecem de conhecimento e muitas vezes são oprimidos ao indagarem alguém pelo assunto. Então, professores e professoras, vamos acordar para um novo mundo, o qual nos exige colocar para fora ensinamentos sobre a sexualidade, não que iremos para uma sala de aula escandalizar assuntos de forma errada sobre a sexualidade. Tem todo um processo e uma didática para trabalhar a temática, só precisamos estar preparadas para tanto.
É com muito prazer que eu, como educadora, afirmo, em nenhum pudor: Eu trabalho a Sexualidade na sala de aula, e estou aberta a conversar com meus alunos sobre assuntos diversos relacionados a Sexualidade. Procuro ler, me aprofundar em temas interessantes e trabalho sempre com seriedade e compromisso. Toda essa evolução na minha prática como docente devo à disciplina Educação e Sexualidade.
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